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SEM ESPERANÇA |Brasileiros acima dos 70 anos estão deixando de votar

SEM ESPERANÇA |Brasileiros acima dos 70 anos estão deixando de votar

Postado [0DD] de [MM2], [YYYY]|21/01/2019 00:00:00

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que, nas últimas eleições, o segmento dos cidadãos com 70 anos ou mais, sem obrigatoriedade de exercer o direito ao voto, representou 6,9 milhões de abstenções.

O mapa de abstenção no Brasil aponta o seguinte cenário: Rio Grande do Sul (59%), Rio Grande do Norte (57%), Mato Grosso do Sul (58%), Acre (57%), Goiás (55%), Piauí (54%), Alagoas (52%) e Sergipe (51%).

Há ainda casos extremos, como 70% no Amazonas e 71% no Pará. Índices menores somente nos estados de Roraima (38%), Amapá (31%) e o Distrito Federal (33%).

Se por um lado os idosos acima de 70 estão deixando de votar, o número de eleitores deste segmento vem crescendo. Conforme dados do TSE, em 1992, eles representavam 4,5% eleitores; em 1998, 5,7%; em 2002, 5,8%; em 2008, 6,4%; em 2013, 7,3%; e a projeção para as eleições deste ano é de 8,2%.

O aposentado Gabriel Diniz é um dos milhões de brasileiros acima dos 70 que não tem mais interesse em votar. “Hoje, na situação que se encontra o nosso país e os políticos, não pretendo mais votar”, ressaltou.

60 ANOS OU MAIS TAMBÉM AUSENTES

Quando ampliada a análise, englobando a abstenção a partir dos idosos com 60 anos ou mais, o número de cidadãos que deixaram de salta de 6,9 para 15,2 milhões, equivalente a 21,2% do eleitorado geral no Brasil, percentual capaz de influenciar e até mesmo definir representantes em todas as esferas políticas.

CAMPANHA NACIONAL DE RESISTÊNCIA

Os números apresentados pelo Tribunal Superior Eleitoral preocupam a União dos Aposentados em Transportes de São Paulo.

O presidente da entidade, Ribeiro, defende uma campanha nacional realizada conjuntamente pelas associações de aposentados e pensionistas com o objetivo de conscientizar e motivar  a participação da população idosa nas votações para definir os representantes nas câmaras municipais, prefeituras, assembleias estaduais, Congresso Nacional e na presidência do país.

“É compreensível a falta de esperança dos cidadãos brasileiros da terceira idade com os rumos da conjuntura do Brasil. Mas temos que resistir aos ataques de um governo que quer fazer a reforma da previdência a qualquer preço, atendendo os interesses do setor econômico. Querem desvalorizar a aposentadoria e tirar dos idosos o direito a uma vida digna. Isso não podemos permitir, afirmou indignado Ribeiro, que também é diretor da COBAP – Confederação Brasileira dos Aposentados, Pensionistas e Idosos.


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